segunda-feira, 11 de novembro de 2013

O Destino



Destino desencontrado, 
cruzado apenas por uma linha,
onde a distância se encontra no viver...
Palavra sentida, 
vivida num deslumbrar de afectos 
descontrolados pelo abraço perdido...
Num chamamento religioso,
onde me penitencio sobre o meu corpo, 
ajoalhado(a) a teus pés...
Rogo-te, destino, 
que me leves por esse mar imenso...
Por essa floresta dentro, onde o sol ilumina...
Trilhas marcadas pela força do peso da vida...
São caminhadas percorridas pelo sorriso...
É um lavar de alma, em cascatas de lágrimas,
em transformações no vestido de noiva...
Onde o cantar da cigarra traz o fumo do vulcão...
O medo do fumo, do queimado...
Suja as mãos com cinza, 
desenhando na tela o retrato a carvão
da palavra destino...